O Pão, a Arte e a Vida de Fúlvia Gonçalves
Cultura / Artes visuais O pão, a arte e a vida de Fúlvia Gonçalves Aos 89 anos, artista visual que marcou a história cultural de Campinas abre sexta-feira (16), exposição inédita inspirada…

Fúlvia Gonçalves (1937). Pintora, desenhista, gravadora, professora. Faz comunicação visual na Escola de Artes Plásticas, em Ribeirão Preto, entre 1960 e 1968; freqüenta o ateliê de Leonello Berti, Bassano Vacarini e Francisco Amendola.
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Fúlvia Gonçalves expõe 33 obras das coleções de Suely e José Aristodemo Pinotti por Edimilson Montalti A artista plástica Fúlvia Gonçalves expõe 33 obras das coleções Monalisa à luz das sombras, Espiral, Relendo Morandi e Cartas celestes até…
Por Ingrid Vogl Quem visita ou frequenta o Instituto Popular Humberto de Campos (IPHC), unidade do Centro Espírita Allan Kardec, pode conferir em seus diversos ambientes, como corredores e salas, paredes repletas…
Esta exposição busca apresentar uma viagem pela Campinas antiga, cruzando as imagens de Fúlvia Gonçalves com fotografias pertencentes também a outros conjuntos documentais do CMU.
Nasci em Pedreira – SP, em 1937 e, logo ao nascer, com pais e irmãos fomos para Minas Gerais – através da montanha(s) azulada(s) de Poços de Caldas onde vivemos por onze anos.Ao despertar da vida, na linda infância, a arte através dos traços na calçada de nossa casa despontava a poesia da linha. A cidade era uma festa: com os cassinos abertos, artistas de cinema, rádio, caminhavam pelas ruas, vitrais coloridos das termas inesquecíveis!!Minha mãe era modista, meu pai funcionário da companhia Mogiana. Mudávamos muito e ele ao ser promovido, ocasiona a nossa mudança para Ribeirão Preto – SP, na década de 60.Após regulares anos de estudo a minha trajetória artística já se definia devido ao forte pendor para as artes visuais.Ao sobressair-me como aluna, fui convidada, em 1968, para lecionar na Faculdade onde me formei – era a Faculdade de Artes Plásticas, com ótimos professores-artistas. Participei com Vaccarini, até mesmo do Clube de Cinema que existia na Escola de Artes Plásticas de Ribeirão Preto. Foi então que o mestre, que havia no momento produzido um filme de nome “Vôo Cósmico” me levou a participar também da pintura na própria película. Ali éramos “notícias” nos jornais da cidade quase todos os dias. Foi quando começo a conquistar Galerias, Museus e Salões Oficiais e, certo dia, meados de 1974, na Sala dos Professores, diante do livro ponto, deparei-me com o mestre Vaccarini, dirigindo-me a seguinte pergunta: “Artista, você quer expor na Itália?… e assim respondi – “Quero”. Ali começava minha trajetória de Mostras para o exterior.